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Assim pode meu amor desculpar a velada ofensa
De minha torpe montaria quando de ti me afasto:
Por que eu deveria fugir de onde estás?
Até retornar, não preciso te escrever.
Ó que desculpa dará meu pobre animal,
Quando a galope parecerá se demorar?
Então, eu deveria cavalgar o vento –
A velocidade alada é desconhecida para mim.
Assim, nenhum cavalo acompanhará meu desejo;
Portanto, o desejo, do amor que se faz perfeito,
Negará todo o corpo em sua célere carreira;
Mas o amor, pelo amor, desculpará meu alazão:
Pois, ao me afastar de ti, trotou lentamente,
Correrei para ti, e a ele deixarei partir.


Thus can my love excuse the slow offence
Of my dull bearer when from thee I speed:
From where thou art why should I haste me thence?
Till I return, of posting is no need.
O, what excuse will my poor beast then find,
When swift extremity can seem but slow?
Then should I spur, though mounted on the wind;
In winged speed no motion shall I know:
Then can no horse with my desire keep pace;
Therefore desire of perfect’st love being made,
Shall neigh–no dull flesh–in his fiery race;
But love, for love, thus shall excuse my jade;
Since from thee going he went wilful-slow,
Towards thee I’ll run, and give him leave to go.