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Meus olhos e coração travam uma guerra mortal
De como repartir entre eles a visão que têm de ti:
Meus olhos rejeitam o que meu coração vê,
Meu coração, aos meus olhos, a liberdade de te ver.
Meu coração alega ser por ele que te vejo
(Um quarto nunca visto com olhos puros),
Mas os acusados negam-lhe a autoria,
E dizem que és bela somente para eles.
A demanda, sem precedentes,
Divide as opiniões, todos reféns do coração;
E por seu veredicto se determina
A parte dos olhos claros e do doce coração –
Assim: meus olhos veem o que me mostras,
E meu coração vê apenas o teu amor.


Mine eye and heart are at a mortal war
How to divide the conquest of thy sight;
Mine eye my heart thy picture’s sight would bar,
My heart mine eye the freedom of that right.
My heart doth plead that thou in him dost lie —
A closet never pierced with crystal eyes —
But the defendant doth that plea deny
And says in him thy fair appearance lies.
To ‘cide this title is impanneled
A quest of thoughts, all tenants to the heart,
And by their verdict is determined
The clear eye’s moiety and the dear heart’s part:
As thus; mine eye’s due is thy outward part,
And my heart’s right thy inward love of heart.