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Pobre alma, centro do meu mundo de pecado,
Alimentando as forças rebeldes que alinhas,
Por que hás definhado de miséria e fome,
Pintando teus muros com suntuosas cores?
Por que gastas tanto, pagando tão pouco,
Com a mansão onde vives em desagrado?
Os vermes, herdeiros desse excesso,
Comerão o que gastas? Este é o fim de teu corpo?
Então, alma, vive com o que desperdiça o teu servo,
E deixa a gula consumir os teus bens;
Compra o céu vendendo as horas de fastio;
Alimenta o teu estômago e despende toda a tua riqueza.
Assim, sustentas a morte que mantém os homens,
E, uma vez morta, a morte estará extinta.
Poor soul, the centre of my sinful earth,
These rebel powers that thee array;
Why dost thou pine within and suffer dearth,
Painting thy outward walls so costly gay?
Why so large cost, having so short a lease,
Dost thou upon thy fading mansion spend?
Shall worms, inheritors of this excess,
Eat up thy charge? is this thy body’s end?
Then soul, live thou upon thy servant’s loss,
And let that pine to aggravate thy store;
Buy terms divine in selling hours of dross;
Within be fed, without be rich no more:
So shalt thou feed on Death, that feeds on men,
And Death once dead, there’s no more dying then.