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Todos têm seu desejo, tu tens o teu,
E Desejo de dar, e Desejo à mancheia;
Mais do que devo, eu ainda a perturbo,
Acrescendo sempre mais ao teu desejo.
Senão, quem deseja de modo largo e prazeroso,
Sem esconder o meu desejo no teu?
O desejo em outros parecerá gracioso,
E em mim não pode ser aceito?
O mar, os rios recolhem as águas da chuva,
E, abundantes, somam-se às suas reservas;
E tu, rica em Desejo, aumenta o teu Desejo
Com o meu para fazer crescer ainda mais o teu.
Não matemos os amantes injustos e pouco gentis;
Pensa apenas em mim e, em mim, neste Desejo teu.
Whoever hath her wish, thou hast thy ‘Will,’
And ‘Will’ to boot, and ‘Will’ in overplus;
More than enough am I that vex thee still,
To thy sweet will making addition thus.
Wilt thou, whose will is large and spacious,
Not once vouchsafe to hide my will in thine?
Shall will in others seem right gracious,
And in my will no fair acceptance shine?
The sea all water, yet receives rain still
And in abundance addeth to his store;
So thou, being rich in ‘Will,’ add to thy ‘Will’
One will of mine, to make thy large ‘Will’ more.
Let no unkind, no fair beseechers kill;
Think all but one, and me in that one ‘Will.’