Não os meus medos, nem a alma profética
Do imenso mundo que sonha com o futuro
Pode controlar o meu verdadeiro amor,
Suposto e destinado à desgraça certa.
A lua mortal tem seu eclipse prolongado,
E os tristes augúrios desdenham seus presságios;
Incertezas hoje coroam-se seguras,
E a paz proclama os frutos de uma eternidade.
Agora com as gotas desse momento tão balsâmico,
Meu amor parece jovem, e a Morte a mim se subjuga,
Como, apesar dela, eu viverei nesta pobre rima,
Enquanto ela insulta suas turbas tolas e emudecidas;
E tu, nisto, encontrarás teu monumento,
Quando ruírem os túmulos de bronze dos tiranos.

 

Not mine own fears, nor the prophetic soul
Of the wide world dreaming on things to come,
Can yet the lease of my true love control,
Supposed as forfeit to a confined doom.
The mortal moon hath her eclipse endured
And the sad augurs mock their own presage;
Incertainties now crown themselves assured
And peace proclaims olives of endless age.
Now with the drops of this most balmy time
My love looks fresh, and death to me subscribes,
Since, spite of him, I’ll live in this poor rhyme,
While he insults o’er dull and speechless tribes:
And thou in this shalt find thy monument,
When tyrants’ crests and tombs of brass are spent.