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    Tradução de The Shakespeare Cambridge Guide

    Em uma assembleia de pássaros, um cisne faz as vezes de sacerdote para celebrar o funeral da mítica fênix e da rola, amantes que cometeram suicídio ao se imolarem em chamas. Os pássaros lamentam pelos amantes com uma cantiga fúnebre.

    Não sabemos muito sobre quando o poema foi escrito, ou por quê. Foi publicado com o nome de Shakespeare em uma coleção de poemas “pelos melhores e mais distintos escritores modernos”, publicada em 1601 com o título de Mártir do Amor. O principal trabalho no volume é o longo poema do título, de Robert Chester, que demonstra, através da constância da fênix e da rola, a verdade sobre o amor. Outros autores representados no volume incluem os colegas dramaturgos de Shakespeare Ben Jonson, John Marston e George Chapman.

    O poema tem 67 versos, divididos em treza estrofes de quatro versos cada, com rimas interpoladas, a-b-b-a c-d-d-c, seguidas de um treno, ou lamento fúnebre, de quatro estrofes, cada uma com três versos rimados. A métrica do tetrâmetro é reconhecidamente a mesma dada às fadas em Sonho de uma Noite de Verão. Não leva título e às vezes é mencionado por seu primeiro verso, “deixai que a ave mais estrídula”.

    “A Fênix a a Pomba” é um poema lírico de simplicidade enternecedora. Mas o que significa? Os críticos têm se mostrado habilidosos em ler as entrelinhas de seus significados alegóricos: que tem velada significância católica romana, que alude à Rainha Elizabeth (com frequência associada à fênix, como no final de Henrique VIII, de Shakespeare e Fletcher) e seus súditos, que é, de certa forma, biográfico, que quer dizer algo para ou a respeito do homenageado do livro, o cortesão recém-ordenado cavaleiro Sir John Salisbury. O poema parece encorajar essas especulações e ao mesmo tempo frustá-las: seus paradoxos altamente trabalhados e filosóficos têm lembrado a alguns leitores dos poemas do contemporâneo John Donne, porém sua visão de união no amor possui uma espécie de austeridade linguística: “Assim se amavam, um par emparceirado / Sua essência era apenas uma: / Dois distintos, divisão nenhuma; / O número, no amor, morria assassinado”.

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